Wall-e - a hipérbole da sociedade moderna


Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.


É interessante perceber que Wall-e é uma hipérbole do que a sociedade moderna busca atingir. Os humanos porcalhões entulham lixo na terra e escolhem a saída mais fácil, sair da terra. Ao abandonar a terra e após 700 anos eles não sabem mais o que é viver sem a tecnologia que proporcionam regalias que eles têm.

Os seres humanos não interagem mais, não andam, não dançam, não plantam, não vivem. As pessoas apenas sobrevivem... essa é a palavra... sobrevivem. Wall-e discute questões ambientais, afetivas e principalmente a tendência do homem buscar coisas com o mínimo esforço. Isso levado ao extremo criou uma sociedade doente e mimada. 

Por fim, temos o caso de amor entre inteligências artificiais (Wall-e e EVA). Amor que 700 após é possível e o nosso robozinho demonstra toda sua doçura na personalidade. 

Um filme "infantil" que todo adulto devia ver e refletir.

Wall-e - a hipérbole da sociedade moderna Wall-e - a hipérbole da sociedade moderna Reviewed by Vinicius dos Santos on 10:19:00 Rating: 5

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