Eu escolhi ser da informática

Eu escolhi ser da informática

Considerando o cenário da educação brasileira, não é difícil compreender o porquê existe uma pressão gigantesca sobre o estudante de 16 anos para escolher a profissão.

A instituição do famoso “vestibular” ou então o “ENEM” foi uma resposta à necessidade de avaliar e filtrar os alunos ingressantes na universidade. Não é culpa da universidade, afinal quando queremos “contratar” alguém, queremos sempre os melhores, não é? Mas eu deixo duas perguntas fundamentais:

  1. Dois dias exaustivos de provas com mais de 100 questões, realmente provam alguma coisa?
  2. Qual a maturidade de uma pessoa com 16 anos para decidir o que ela quer fazer a vida toda?

Hoje com 30 anos de idade posso dizer que sei o que quero fazer durante minha vida. Mas quando tinha 16, sinceramente, vejo minha mentalidade do tamanho de uma ervilha. Me recordo muito bem o momento que descobri o curso que iria fazer após o ensino médio. Estávamos em frente ao computador, quando minha irmã mais velha abriu a caixa de seleção dos cursos, e perguntou:

“– E aí, qual curso você vai querer?”

Acredito que essa foi a pior forma possível de se escolher um curso que poderia existir. No último ano da universidade, depois de várias decepções com a carreira, decidi não prosseguir e tentar novamente, mas dessa vez com mais maturidade. Foi então que revisando meus hábitos, atitudes, gostos, percebi que eu deveria ser da área de TI.   

Então decidi recomeçar e escolhi a Análise de Sistemas para ser o meu curso. Posso afirmar hoje, com toda certeza, que esta foi a decisão mais correta que já tomei. O curso desde o início me motivou a ser mais, querer mais, me provocou uma fome de aprendizado que nunca havia sentido antes.   

Existem pessoas que cursam uma faculdade e quando saem da sala de aula desejam esquecer o assunto e desaparecer no mundo. Ao contrário disso, eu estudava durante feriados, fins de semana ou qualquer outro dia sem sentir peso algum. Foi assim que eu realmente percebi que aquele era o meu mundo.  

Sinceramente, eu acho que o sistema de ensino brasileiro falhou em direcionar os alunos do ensino médio para suas vocações. Porém, reclamar nunca resolveu problema nenhum. Se a estrutura de avaliação e direcionamento falhou no sistema de ensino brasileiro, cabe ao jovem e seus familiares atentarem-se aos seus hábitos, atitudes, gostos, interesses, vontades. Assim, será possível descobrir com mais facilidade sua carreira.  

Vinicius dos Santos

Apenas um apaixonado por Ciência da Computação e forma com que ela pode transformar vidas!

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