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Conheça minha história

Nasci em uma pequena cidade do interior do Paraná chamada Sertaneja (é sério). Meus avós maternos eram de origem nordestina, enquanto os paternos eram descendentes de italianos.

Iniciei meus estudos no antigo "CEFET-PR" (atualmente UTFPR)

Naquela época era possível fazer o Ensino Médio nessa escola. Esse período foi um desafio gigantesco desde o início, pois era preciso prestar um "vestibular". Sempre estudei nas escolas públicas da minha cidade e senti muita dificuldade na prova. Mesmo assim, fui aprovado em 72º (de 80 vagas) e assim iniciou-se uma fase muito especial da minha vida.

Sempre fui um aluno muito dedicado e com notas relativamente boas. Porém, ao entrar na nova instituição, subestimei a complexidade das avaliações e trabalhos e fiquei com 8 notas vermelhas (de um total de 12 disciplinas). Isso me deixou muito triste e bastante chateado por perceber que eu provavelmente não era assim um aluno tão bom.

Primeiro computador

Depois da frustração, tive que começar a frequentar as aulas de reforço oferecidas pela instituição. Percebi o quanto um computador era importante quando ví meus amigos pesquisando tudo pela internet. Foi assim que meus pais resolveram que iriam fazer mais uma dívida para que eu pudesse estudar. Ganhei o meu primeiro computador com incríveis 1 GB de RAM, processador 1.6 Gz e Windows XP.

Nessa época não havia acesso liberado a internet e desfrutávamos de uma incrível internet discada (1 pulso no fim de semana). Fazia todos meus trabalhos no Word 2003, imprimia na minha impressora de cartucho HP e ainda jogava MMORPG pelas madrugadas.

Hoje em dia as crianças já nascem com acesso à internet. Como sou da geração Y "ainda", ter um computador nessa época foi um marco na minha vida e isso iria se refletir por ela toda!

Término dos estudos no CEFET-PR (UTFPR)

Depois de 3 anos estudando bastante para alcançar notas medianas, consegui finalizar essa etapa. Porém, uma nova dúvida surgia: "qual curso vou fazer na faculdade?". Eu gostaria de ter continuado na instituição que agora já se chamava UTFPR, mas prestei o vestibular e não passei.

Naquela época fiquei muito triste por isso e dizia para as pessoas que foi melhor assim. Eu tinha muitas dúvidas sobre a carreira e não tinha certeza se queria cursar Análise de Sistemas. Portanto, fiz o vestibular para Administração de Empresas na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e fui aprovado. Começou um novo desafio.

Graduação em Administração de Empresas

O curso de administração permitiu que eu descobrisse 2 coisas muito importantes na minha vida: 1) a melhor coisa da vida é ter bons amigos e liberdade. 2) Minha vocação não era administração, mas sim a informática.

Tudo no curso de administração que estava ligado a parte da informática me interessava 1000x mais do que a própria administração. Porém, ainda assim, tive a brilhante ideia de me candidatar a uma vaga de emprego para caixa de um banco da minha cidade. Tenho certeza que foi uma das piores experiências da minha vida (sem nenhuma dúvida), no entanto, foi nessa época que comecei a perceber que eu tenho muita dificuldade em trabalhos administrativos, repetitivos e que exigem atenção. Mais uma vez me senti derrotado, porém, comecei a conectar os pontos e vi que sempre tive essa dificuldade. Nessa época eu não fazia ideia do que significava a sigla TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção), mas eu tinha a plena convicção que eu não tinha talento para trabalhos administrativos.

Foi assim que após me formar em administração, decidi que iria me dedicar plenamente à informática e que essa seria minha nova carreira.

Graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Mesmo precisando trabalhar durante o dia e estudar à noite, resolvi que essa seria minha carreira. Então, passei muitas e muitas horas em um ônibus e frequentando todos os dias a UTFPR para cursar ADS.

As primeiras semanas já foram mais do que desafiadoras: algoritmos, programação em C, teoria da computação, etc. Porém, mesmo com 1001 dificuldades senti que aquele era meu lugar. Meu hiperfoco foi ativado em modo extremo e comecei a estudar 12 horas por dia, todos os dias, inclusive no fim de semana. A universidade proporcionava desafios em que nunca havia sentido tanto prazer em trabalhar em toda minha vida.

Foi assim que tive certeza que essa era minha área. Posso afirmar que todos os momentos que passei estudando não foram sofridos, em verdade, sempre encarei como uma diversão.

Desenvolvedor Java Web na ATOS

Após me divertir bastante no curso de ADS as coisas ficaram sérias e entrei na empresa ATOS, em Londrina-PR, como desenvolvedor web júnior.

A empresa era excelente e tive muitas oportunidades de interagir com profissionais incríveis. Aprendi muito sobre como o mundo da indústria funciona e admirar os profissionais sêniores da área. Logicamente, eu como júnior, estava enfrentando um novo mundo: cidade nova, amizades novas, emprego novo. Sinceramente, passei 1 mês só pra começar entender os termos que os desenvolvedores estavam falando. Eram tantos termos novos que isso tudo parecia uma língua diferente.

Após 8 meses, percebi que minha vontade de estudar e aquela paixão pela profissão havia ido embora. Fiquei muito decepcionado comigo mesmo, pensei que novamente havia entrado em uma "fria" como foi emprego na agência bancária. Naquela época comecei a perceber que muito do que tirou minha vontade de me manter na carreira era a dificuldade em seguir os processos, realizar a análise e desenvolvimento dos softwares (visto que exigia muita atenção). Isso me revoltou bastante, mas resolvi abandonar a indústria e iniciar uma nova jornada, o mestrado.

Mestrado em Engenharia de Software

Após entrar em um concurso público como técnico de informática (para pagar as contas), decidi que minha carreira seria acadêmica. Então me matriculei no mestrado profissional em informática da UTFPR e contactei os professores que tive maior afinidade durante o curso de graduação.

Felizmente, passei no processo seletivo e os professores me aceitaram como aluno de mestrado. Passei 2 anos desenvolvendo um projeto que buscava simplificar a seleção de estudos primários no processo de Revisão Sistemática da Literatura usando técnicas de Processamento de Linguagem Natural. Esse grande desafio me levou muito longe nessa área e pude entender melhor como funciona a vida acadêmica. Escrevi, estudei, viajei e tudo isso reacendeu aquela paixão que eu tinha pela informática. Comecei a dar aulas particulares e me encontrei nisso também.

Porém, para ser professor em universidades não é suficiente possuir apenas o título de mestre. É necessário cumprir o doutorado. Sendo assim, esse se tornou meu novo desafio.

Doutorado em Engenharia de Software

Depois de ter me dedicado bastante ao mestrado, meus orientadores acabaram colocando em minha mente que seria possível eu entrar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo. Sinceramente, eu achei que era loucura e fiquei pensando: "eles estão malucos". Com o tempo, essa ideia foi deixando de ser tão maluca e passou a ser: "ah, vou fazer a inscrição, não vou perder nada". Em agosto de 2018 fiquei sabendo que eu havia sido aprovado no processo seletivo e poderia ser doutorando da USP de São Carlos.

Novamente me senti como aquele cara de 2005 que entrou no CEFET e não tinha ideia de como fui parar ali. Atualmente, só faltam apenas 2 anos para o término do doutorado e estou muito satisfeito com a carreira que escolhi.

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