4 dicas para começar em uma nova linguagem de programação
Como começar a programar em uma nova linguagem

4 dicas para começar em uma nova linguagem de programação

Se você está entrando para a área de TI ou já está nela por algum tempo, você vai precisar entender como começar em uma nova linguagem de programação. Isso é inevitável, acredite ou não, você que é desenvolvedor atuante nessa área, você é como um surfista no mar: você surfa uma onda que te leva pra longe, em seguida, você precisa buscar outra onda maior e melhor para surfar. As linguagens de programação são ondas que tem começo meio e fim, mas a pergunta é: você está preparado para o fim?

 
 
 

 

 
Na verdade você precisa compreender que o fim de uma linguagem que você ama não necessariamente significa o fim da sua carreira. Primeiramente porque existem muitos sistemas legados que precisarão de especialistas na linguagem por vários e vários anos, além disso, você pode aprender uma nova linguagem de programação e recomeçar sua jornada com a experiência que você adquiriu até hoje na bagagem.
 
Nesse artigo vou mostrar algumas dicas simples para você aprender uma nova linguagem (iniciar um novo projeto) em poucos dias ou até mesmo horas. Porém, antes é necessário advertir que para ser especialista em uma linguagem requer tempo, portanto, as dicas que serão apresentadas são excelentes formas de conhecer um pouco outras linguagens e selecionar uma delas para se aprofundar.
  

Dica 1 – Conheça o ambiente e os pré-requisitos da linguagem

 
Essa é uma das partes mais confusas ao iniciar um novo projeto e muito disso acontece pela infinidade de informações na internet (muitas delas baseadas em opiniões). Essas opiniões acabam confundindo o programador e atrasando seu desenvolvimento na carreira. Imagine um programador que precisa criar um novo projeto em Java, e o pré-requisito básico para começar seria: JVM(Java Virtual Machine) instalada juntamente com o JDK (Java Development Kit) e um bloco de notas. Simples, né? 
 
É claro que as vezes o mais simples não é o mais funcional, por exemplo, é fortemente recomendado que você tenha uma IDE para ajudar seu desenvolvimento, por exemplo, o Eclipse, Netbeans, Intellij. Porém você precisa ter em mente uma distinção clara entre o que é essencial/indispensável e o que são facilitadores (baseados em gosto pessoal).
 
Essa dica eu considero essencial, visto que ao iniciar em uma linguagem nova é comum você ver o setup do seu amigo e receber 1001 dicas de ferramentas pra usar. Então, vá com calma e compreenda primeiro o que é indispensável e depois o que é gosto pessoal. 
 


Dica 2 – Concentre-se no básico

 
Ao começar em uma nova linguagem você precisa concentrar-se no básico e ignorar o restante. Imagine o seguinte: uma pessoa precisa escrever um texto em Árabe para um cliente (não vale usar Google Translate), então, ela começa a procurar qual é o costume árabe, outras campanhas de marketing parecidas para se inspirar, qual é o seu público alvo. Mas espera um pouco, como ela irá escrever o texto sem saber o básico da língua? 
 
nazaré confusa

 

A analogia é válida para linguagens de programação também, ignore sua pressa de compreender frameworks, ferramentas, etc. Concentre-se no básico, como por exemplo, nas linguagens orientadas a objeto, procure compreender: if else, switch case, for, while, do while, foreach, try catch. Além disso, busque compreender se a linguagem tem suporte para encapsuladores (private, public), herança, polimorfismo. Compreenda ainda como funcionam as variáveis, vetores, listas dinâmicas incluindo operações com listas (adicionar, remover, listar, buscar). 
 

Dica 3 – Mire em uma ferramenta por vez

 
Essa dica é essencial dada a quantidade de frameworks disponíveis no mercado. Não entre na modinha da vez tentando compreender como funciona um conjunto de ferramentas como um todo. Se você quer aprender Javascript, aprenda primeiro o JAVASCRIPT, e DEPOIS você procura um framework para construir aplicações (no back-end, por exemplo, temos o node.js). Não tente, colocar tudo isso em um saco só e aprender React, Angular, Vue, Jquery, tudo de uma só vez (sua cabeça vai dar um nó).
 

Dica 4 – Deploy 

 
O deploy se resume a escolher onde você vai hospedar seu projeto final e também conhecer como fazer isso. Conhecer esse ambiente pode guiar seu desenvolvimento para evitar surpresas no futuro, por exemplo, imagine que você precisa desenvolver um App em PHP e escolhe o Laravel como framework, ao fim da codificação você entra no ambiente de deploy e descobre que não há suporte para o Laravel. 
 
Nesse caso amigo, sente e chore… porque não existe o que fazer.
 
Então para evitar surpresas no final do projeto, estude bem o que cabe no seu bolso na hora de criar seu projeto. Ou então, verifique com a equipe de trabalho como funciona a infraestrutura de deploy do cliente e evite dores de cabeça desnecessárias. 
 
Programando para Web eu aprendi que uma das opções mais baratas para hospedar sua aplicação é o PHP. Existem hosts muito baratos e até mesmo grátis que fazem um excelente trabalho, além disso, é bastante comum ter dificuldade de encontrar hosts com suporte para aquela linguagem underground que você gosta, então muito cuidado com isso.  
 

Começar em uma nova linguagem de programação nunca é fácil, são horas e horas tentando se acostumar com a sintaxe e também conhecendo o ambiente. Mas lembre-se, quanto mais flexível você é nos seus conhecimentos, melhor você se adapta a novos desafios.

Vinicius dos Santos

Apenas um apaixonado por Ciência da Computação e forma com que ela pode transformar vidas!

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